sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Muitas vezes eu abria a janela de "adicionar novo post", apenas para ficar olhando para ela e não saber bem o que eu esc rever...
Afinal, que tipo de coisa eu poderia escrever? Falar sobre a situação política, sobre coisas revoltantes, sobre o mundo exterior?

Bem, se alguém quer ler notícias, vai a um jornal ou revista, e não em um blog que ninguém lê. E também não quero perder o tempo de ninguém com um monte de "achismos", sem quase nenhuma base de informação. Afinal, se digo alguma coisa, não quero ser irresponsável.

Porém, vou falar então de conflitos interiores? Me afogar no mundinho conflitante chamado "meu cérebro", revirando meus probleminhas? Ih, isso até eu acho chato...

Cutuco minha massa cinzenta com um dedo metafórico, procurando algum assunto para falar. Ah, sim, eu poderia explorar os meus outros lados...

Poderia falar do mundo de ficção que abosrve grande parte do meu pensamento, dos universos que invento ou das histórias que eu crio nos universos de outros...

Poderia falar, também, do meu lado ainda criança que coleciona figurinhas com o irmão mais novo, assiste desenho animado e coleciona dragões de todos os tamanhos e tipos...

Se isto não fosse um espaço tão púlico, poderia soltar o veneno tão bem controlado na ponta da minha língua e escrachar com muitas pessoas com as quais sou obrigada a conviver... (como ninguém lê isso, às vezes tenho vontade de fazê-lo, mas nunca se sabe...)

Há também o lado estudante estressada, que faria deste blog uma agenda/terapia/protesto que, além de ficar monótono, me levaria mais perto do desespero...

Como um daqueles polígonos de inúmeras faces que nós sofremos para estudar na aula de matemática, há muitas faces de uma personalidade em construção que podem ser mostradas e exploradas em um espaço assim...

Mas, com um título pesado de "filosofia de pé quebrado", me auto-censuro sempre que começo a escrever.

Mas, como ninguém lê nada, ninguém pode nem esperar citações de Kant ou Platão, nem discussões de ordem metafísica (embora este texto seja altamente metalinguístico, se é que isso conta). Quer saber? É só um título. Vou escrever é qualquer coisa mesmo.

Talvez coisas que me revoltem um pouco, mas com uma grande dose de sarcasmo. Então, estejam avisados: aqueles que não conseguem ler um pouco nas entrelinhas e apreciar a arte do deboche não vão entender muito bem algumas coisas... É só uma pena que não se possa perceber tão claramente a ironia pelo papel, e todos precisam até mesmo pensar para ver se o que foi dito era ironia ou não.
Mas pare com os insultos velados, menina, e vá fazer alguma coisa útil que hoje é sexta-feira e você tem algo como, 4 trabalhos para fazer.
Eia... Mais um post introdutório e bizarro onde falei muito e disse pouco. Fazer o que... Isso sou eu.

Um comentário:

Anônimo disse...

Oi Luisa!!
Só pra avisar que entrei no link do seu blog (que vc deixou no orkut) e, sim, li seu texto!
Sou a Larissa, a menina que fez algo como 3 semanas de trabalho voluntário no asilo com vc... lembra? Pois é!
Tomara que vc esteja bem!! :) E que vc um dia encontre respostas pra suas perguntas (também estou as buscando pra mim).. ;)
Beijo!!