Dessa vez, não há um foco principal com o que teorizar - nos 15 minutos que compõe a viagem de carro da UnB até a minha casa, já foram tantas coisas diferentes que não saberia nem mais recontar a linha básica do que pensei e senti...
Ultimamente ando lidando com estranhos sentimentos difusos.
Aqueles sentimentos que parecem não ter um nome definido, não parecem ter uma causa nítida em que se repousar, mas são fortes o suficiente para se materializarem em apertos de garganta e até mesmo lágrimas sem conseguir saber um motivo, uma causa de reação.
Será que isso sou eu saindo da "lua-de-mel" com Brasília para perceber que, não, as decepções e as dificuldades e a sensação de solidão não ficaram para trás lá em Curitiba?
Será que, fora da minha confortável torre de revolta do Ensino Médio, eu não estou descobrindo que sou muito mais fraca e mesquinha do que pensava que era?
Será que alguma soma de acontecimentos e pessoas na minha vida minaram minha autoconfiança de uma forma silenciosa e gradual, e me fazem parecer, agora, pequena e indefesa?
Será que é alguma coisa química maluca do meu cérebro, ou alguma alteração corporal, que magicamente fez uma situação que não teria razão para drama algum parecer tão desanimadora por vezes?
Será que estou dormindo pouco, simplesmente?
Bem, no final das contas...
Eu não sei.

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