quinta-feira, novembro 27, 2008
Uma história improvável...
Não estou aqui hoje para discutir paródias inteligentíssimas de ficção científica, na verdade – mas sim, para falar de outra história movida à improbabilidade. Não é uma história de universos, ou mesmo de aventura – é uma simples história de duas pessoas.
Não digo “era uma vez” porque não é nenhum conto de fadas, mas em algum lugar no tempo e no espaço havia duas pessoas com probabilidades praticamente nulas de se conhecerem. Entre 190 milhões de brasileiros, e ainda 600 quilômetros de distância que os separavam, pode-se dizer que, se não houvesse nenhum fator que os unisse, eles nunca se conheceriam – e este era realmente o caso.
Ela dizia que pensava de mais, enquanto ele tinha como filosofia não pensar. Ela era pequena, mas subversiva e sem medo de usar sua capacidade de intimidação, enquanto a altura incomum dele mal mascarava uma disposição dócil e pacífica. Se, apesar da improbabilidade, viessem a se encontrar em um contexto normal, provavelmente não se falariam – ela que era naturalmente mais solitária, e ele que tentava se encaixar em um grupo que provavelmente não toleraria conversar com “a menina estranha”.
Mas eis que, no contexto mais improvável possível, os dois se conheceram: do outro lado do Atlântico. Quase duas semanas morando no mesmo prédio, porém, provavelmente não seria o suficiente para que vissem além da superfície do outro: que ela visse a fagulha de profundidade e inteligência por trás do exterior típico de adolescente indiferente, e que ele visse a humanidade por trás da fachada de ferro. E, mesmo que vissem o que havia de diferente no outro, seria altamente improvável que fizessem qualquer coisa a respeito em tão pouco tempo – ainda mais com a diferença de idade “para mal”: altamente improvável que se envolvam com mulheres mais velhas assim, de cara. Talvez mais improvável ainda seja que a iniciativa tivesse partido dela – e ainda mais improvável que ela quase tivesse ouvido um “não” e continuado a insistir.
A probabilidade de eles terem acabado juntos está tão perto de nula que as chances são desprezíveis – ainda mais com a consciência do tempo curto que tinham. E isso sem falar da probabilidade de continuarem juntos mesmo depois de voltarem ao Brasil.
Estatisticamente falando, namoros à distância tendem a durar menos, seja pela saudade que tanto incomoda ou pela maior probabilidade de traição. É altamente improvável que eles tenham conseguido, e mais, que tenham se ajudado mutuamente a até mesmo consertar alguns aspectos da vida do outro.
Considerando-se tanto os tempos em que vivem, quanto a personalidade de cada um, as chances de dar errado eram enormes e as probabilidades de acerto, mínimas...Mas 4 meses depois, continuamos movidos a improbabilidade.
segunda-feira, novembro 24, 2008
Não é todo o sentimento do mundo.
Existem pessoas que choram em despedidas, que sorriem e abraçam todos o tempo todo, que sabem ser simpáticas e sociáveis, que gritam de susto, alegria ou surpresa, que pulam e dançam,mostram pena e compaixão, cobrem de elogios e sabem dizer exatamente o que estão sentindo para o mundo inteiro...
Mas existem também, neste vasto mundo, alguns que não se comovem com nada, dão de ombros diantes da solidão e das despedidas, mal sorriem sem um tiquinho de amargura e se mantém desconfiados de todos que se aproximam um pouco mais. São pessoas que vêem até as situações mais cruéis ou com potencial para magoar com um olhar clínico e tem como esporte falar para si mesmo as verdades mais inconvenientes, e talvez até deixá-las escapar para os outros. São pessoas sem grandes manifestações de alegria ou até mesmo de tristeza, de raiva contida, assim como gestos e a expressão de quase toda a emoção... São pessoas frias.
Me encaixo na segunda categoria.
Já fui chamada, direta ou indiretamente, de uma pessoa fria (criatura perversa que brinca com as emoções de pessoas só porque acha interessante entra na categoria de direto ou indireto?) E não é com autopiedade que digo isso: é quase com um certo orgulho estóico. Diante do que é negativo, a duras penas, consego me controlar relativamente bem: Domino a técnica de não chorar depois de terminar um relacionamento de mais de um ano, a incrível habilidade de sorrir diante das grandes decepções, maquiar uma quase-depressão por "é só cansaço, vou dormir mais cedo" e uma autocrítica dura que não permite que coisinhas bobas como emoções interfiram no relacionamento com os outros.
Quando confrontada com grandes sentimentos positivos, porém, o velho mecanismo também funciona: ser elogiada, quando acontece, provoca uma reação desconfiada e quase hostil, e o fantasma do risco de começar a ser sentimental também me faz calar alguns verdadeiros e bem-merecidos elogios que poderia fazer a pessoas que admiro. Talvez ser extremamente dura comigo mesmo me faça, inconscientemente, ser dura e crítica com o resto do mundo também - Mas não se preocupe, resto do mundo, não hei de submetê-lo à mesma ditadura a qual me submeto.
Me torno assim uma pedra, um ser blindado para o bem e para o mal, refletido nos olhos frios que parecem estar olhando para dentro ao invés de para fora...
Mas eis um segredo, que muitos ignoram: Não sou fria por não ter sentimentos. Sou fria justamente por sentir de mais.
Parece contraditório, não é? A questão é que sentir e mostrar sentimentos é uma coisa muito diferente...
Começando o mais próximo possível de uma análise histórica, sendo que minha história não excede nem mesmo duas décadas de existência, é que se percebe a natureza da minha frieza. Eis que houve um dia uma menininha exuberante e extremamente afetiva, que tecia comentários sobre tudo e todos e não tinha tanto medo de falar com adultos... Mas ela tinha uma falha fatal e imperdoável: era sensível.
Na infância, fora os barulhos altos, boladas e briguinhas que a faziam chorar, tinha um ambiente em que podia afundar-se nos livros e viver no mundo da fantasia, voltando à realidade ocasionalmente para um jogo ou outro...
Mas quando a adolescência e suas melancolias chegaram, as coisas começaram a mudar. Começou a acordar dos sonhos de infância e entrar no mundo de dissimulação, manipulação e hierarquia social que já se delineava desde o maternal, mas só definia seus contornos mais finos agora.
Foi então que ocorreu a segunda "falha trágica" da história: ao invés de se posicionar seguramente atrás de um grupinho, onde os sentimentos expostos e compartilhados seriam parte de um pequeno tesouro comunal que somente se dissolveria junto com as amizades e relativamente protegidos, ela escolheu ( ou foi empurrada para, a depender da interpretação) um caminho alternativo, de mais livros e menos pessoas
E com isso, inevitavelmente, vieram os ataques.
De olhares de desdém até difamação, se todos os sentimentos estivessem assim explícitos, metade do tempo se passaria em uma depressão patética - aliás, em alguns momentos, não esteve muito longe disso.
Mostras as emoções significaria não só conceder vitória a quem queria atormentar, mas também abrir minha vulnerabilidade para o mundo inteiro, e até mesmo suscitar pena.
E pena é a última coisa que eu quero que sintam de mim. Podem chamar de orgulho, arrogância ou até mesmo de vaidade, mas assim como eu só sinto pena de meus piores inimigos, não desejo que sintam pena de mim de forma alguma.
Então, depois de chorar no começo, se deprimir um pouco, fui progressivamente endurecendo. Cada decepção com supostas amizades reforçava isso, ao ponto em que estar me sentindo perfeitamente bem sozinha se torna a regra, e não a exceção. Pessoas com as quais eu possa me identificar são vistas com olhos críticos e desconfiados - mesmo que sob um aparente sorriso, a mente aprendeu a trabalhar da forma mais calculista possível.
Mas por que fazer isso? Por que não só esconder, mas suprimir os sentimentos, forçar uma mentalidade quase de máquina até mesmo em relacionamentos afetivos? É por orgulho? Por defesa?
É simplesmente pelo excesso de sensibilidade.
Não mostrar sentimentos não significa que eles não existem - eles existem, e em tamanha força que só com uma rígida disciplina pode-se mantê-los em ordem. Chorar apenas à noite, quando todos estão dormindo, descarregar tudo em música, poesia, escapar por algumas horas no mundo da ficção...
Porque as pessoas não merecem ouvir tudo o que sinto: é tedioso até para mim, seria para elas também, não?
Para algumas pessoas, não é.
(Ainda) não sou hermeticamente fechada, e de vez em nunca, algumas pouquíssimas e seletas pessoas vêem o que de fato está acontecendo - alguns porque enxergam o que há por trás de todo o sarcasmo, outros porque me conhecem melhor do que eu poderia sonhar em me conhecer - e, o mais incrível de tudo, não saem correndo diante de alguém que se revela ser tão temperamental.
Meus sentimentos não são o meu "tesouro" que eu só deixo alguns poucos verem - é na verdade a poeira embaixo do tapete da qual algumas visitas tomam conhecimento sem, porém, me criticar por isso - e assim caminha a humanidade.
Minha definição de ser fria não é a de não ter sentimentos - é simplesmente escondê-los a sete chaves e só realmente compartilhá-los com quem vale a pena.
segunda-feira, março 24, 2008
Minha auto-ajuda.
Com o pouco que sei, então, tento delimitar e resolver minha situação da melhor forma que posso: escrevendo.
Minha Auto-Ajuda
Preciso voltar a escrever, e não é por vaidade.
Não é para deixar a minha marca no mundo,
Nem para extravasar minha criatividade.
Não é para me distrair no tédio,
Nem para que os outros leiam.
Escrevo unicamente para mim.
Para minha sanidade mental.
Porque meu interior se inunda de emoções que nã oposso demonstrar.
Porque o exterior é tão hostil que a tempestade interior é minha única alternativa de refúgio.
Porque a depressão está do outro lado, me chamando, e a apatia da auto-piedade parece tão confortável...
Porque as veias do meu braço pulsam tão azuis e frias, quando eu quero sentir quente e vermelho.
Porque quero ser uma rocha, quando tudo o que tenho é um coração de manteiga e uma casca de fel...
Porque minha garganta dói de engolir sapos, abacaxis, meu orgulho e tantas lágrimas...
Porque me sinto acuada por bolhas de mundo cor-de-rosa, com suas risadinhas que me reviram o estômago, que escondem a inveja e crueldade...
Porque, se eu falo alto, todos dizem que não está acontecendo nada.
Assim esparramo minha vulnerabilidade no papel
Domando a tempestade com palavras
Mãos escoando o que me arranha a garganta
Me acalmo, vou lamber minhas feridas
Aguentar as pedras e mais um dia
Sem quebrar, mesmo com tantas rachaduras
Para quando me levantar,
Quando a cobra tiver de volta seu veneno
Erguer escudos com casquinhas de feridas
Transformar cada ferida em uma lição
A antiga tristeza, em desprezo,
Pensar em todo esse processo como uma banalidade corriqueira
E sorrir.
Isso foi uma poesia? Não. Sem rima, sem métrica, apenas um desabafo escrito em linhas. Agora, no quesito interpretação...
Se quiser perder seu tempo tentando interpretar, fique à vontade.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Afinal, que tipo de coisa eu poderia escrever? Falar sobre a situação política, sobre coisas revoltantes, sobre o mundo exterior?
Bem, se alguém quer ler notícias, vai a um jornal ou revista, e não em um blog que ninguém lê. E também não quero perder o tempo de ninguém com um monte de "achismos", sem quase nenhuma base de informação. Afinal, se digo alguma coisa, não quero ser irresponsável.
Porém, vou falar então de conflitos interiores? Me afogar no mundinho conflitante chamado "meu cérebro", revirando meus probleminhas? Ih, isso até eu acho chato...
Cutuco minha massa cinzenta com um dedo metafórico, procurando algum assunto para falar. Ah, sim, eu poderia explorar os meus outros lados...
Poderia falar do mundo de ficção que abosrve grande parte do meu pensamento, dos universos que invento ou das histórias que eu crio nos universos de outros...
Poderia falar, também, do meu lado ainda criança que coleciona figurinhas com o irmão mais novo, assiste desenho animado e coleciona dragões de todos os tamanhos e tipos...
Se isto não fosse um espaço tão púlico, poderia soltar o veneno tão bem controlado na ponta da minha língua e escrachar com muitas pessoas com as quais sou obrigada a conviver... (como ninguém lê isso, às vezes tenho vontade de fazê-lo, mas nunca se sabe...)
Há também o lado estudante estressada, que faria deste blog uma agenda/terapia/protesto que, além de ficar monótono, me levaria mais perto do desespero...
Como um daqueles polígonos de inúmeras faces que nós sofremos para estudar na aula de matemática, há muitas faces de uma personalidade em construção que podem ser mostradas e exploradas em um espaço assim...
Mas, com um título pesado de "filosofia de pé quebrado", me auto-censuro sempre que começo a escrever.
Mas, como ninguém lê nada, ninguém pode nem esperar citações de Kant ou Platão, nem discussões de ordem metafísica (embora este texto seja altamente metalinguístico, se é que isso conta). Quer saber? É só um título. Vou escrever é qualquer coisa mesmo.
Talvez coisas que me revoltem um pouco, mas com uma grande dose de sarcasmo. Então, estejam avisados: aqueles que não conseguem ler um pouco nas entrelinhas e apreciar a arte do deboche não vão entender muito bem algumas coisas... É só uma pena que não se possa perceber tão claramente a ironia pelo papel, e todos precisam até mesmo pensar para ver se o que foi dito era ironia ou não.
Mas pare com os insultos velados, menina, e vá fazer alguma coisa útil que hoje é sexta-feira e você tem algo como, 4 trabalhos para fazer.
Eia... Mais um post introdutório e bizarro onde falei muito e disse pouco. Fazer o que... Isso sou eu.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Depois de muito tempo, voltei...

segunda-feira, maio 22, 2006
Religião, Política e um Cachecol
Só por ser uma menina esquisita e subversiva, se revoltando com coisas que são motivo de indiferença para outros, não quer dizer que eu seja uma garota normal. Afinal, eu não dedico toda a minha vida aos estudos e à crítica social, mesmo que esse blog até faça parecer - Também tenho algumas atividades consideradas até como "símbolo da opressão feminina", como bordar, por exemplo.
Com muito orgulho, comecei a fazer um cachecol no tear de preguinhos que aprendi a manusear recentemente, e já bordei algumas almofadas, quadros e até um dragão... Se eu tivesse um mínimo de coordenação motora para todo o resto, alguns diriam que sou uma menina "prendada".
Na verdade, às vezes eu não bordo ou faço cachecóis para ganhar dinheiro ou até mesmo para mim: Faço de presente para pessoas especiais, ou simplesmente sem plano algum, apenas como terapia para esvaziar minha mente, e espero uma ocasião para dar de presente o que fiz. Mas, em todo o caso, por que falar do meu cachecol?
Talvez porque, mesmo que assuma o papel de figurante, ele estava presente na cena curiosa que quero relatar aqui.
Eu estava fazendo as primeiras linhas do cachecol, guiada por minha querida madrinha, quando minha mãe chega do trabalho, tarde da noite. Fico sabendo, então, que o atraso se deve a uma grande reviravolta em nossa querida política: O Procurador Geral, que tinha sido eleito pelos próprios procuradores, foi deposto por capricho do novo Ministro da Fazenda, e em seu lugar veio um "amiguinho" do tal novo ministro, que, pelo que indica, não é tão competente quanto o último.
Engraçado, parece que eu já vi essa cena antes...
Talvez desde o começo da República Romana...
Talvez desde que os chefes dos "genos" gregos favoreciam seus parentes mais próximos...
Então, por que eu fiquei tão revoltada?
Bem, a princípio, dizem que estamos em uma democracia. Alguns, até dizem que, no papel, poderíamos até ser uma social-democracia, com o governo assistencialista.
Só no papel, e nos sonhos mais utópicos.
Eu não chamaria de democracia o lugar onde uma votação é ignorada para se colocar um "amiguinho" no cargo...
Eu não chamaria de assistencialista um governo onde nós temos que pagar por escolas, hospitais e segurança privada, quando o governo cobra impostos altos e não consegue dar conta das necessidades até mais básicas da população.
Assim sendo, por que estamos assim? Por que não temos um pouco mais de ética na política?
Enquanto passava a lã entre os preguinhos, me punha a pensar.
Talvez seja inerente da natureza humana favorecer os mais próximos deles, ao invés de deixar desconhecidos no cargo, mas seria a democracia uma farsa, um molde a qual o primitivo ser humano não consegue se ajustar?
Se roubar de cofres públicos só para acumular mais dinheiro é um instinto de sobrevivência, de garantir sua própria "espécie", é algo justificável?
Somos tão diferentes do animal a ponto de nos disciplinarmos?
Somos tão iguais aos animais para justificar nossas atrocidades?
Se sim, por que ainda nos indignamos e lutamos por justiça, por uma sociedade justa que, por sermos animais humanos, não conseguiremos alcançar?
Não é uma perspectiva muito animadora...
Vendo minha expressão contrariada, minha mãe tenta me acalmar: Afinal, não adianta se incomodar com algo que não está ao nosso alcance mudar... Depois de discutir se as coisas estavam melhores com o Palocci, que era um dos pontos fortes do governo Lula e decepcionou com toda aquela história da conta bancária do caseiro, vi que não adianta tentar encontrar uma solução ideal - mesmo se eu a achasse, duvido que alguém fosse escutar. E continuava revoltada com a situação. E, até mais, revoltada por esta situação ser NORMAL no cenário político do nosso país.
Ao externar minhas angústias para minha madrinha, sua visão nas coisas foi diferente: Vinda de uma família pobre e extremamente religiosa do interior, suas opiniões são claras a respeito de tudo:
Segundo a bíblia, estamos chegando a um ponto crítico, onde Deus abandonou o homem à sua própria sorte, e virá no fim dos tempos, para julgar os justos.
Ela vê que a decadência moral da sociedade é algo que surge com a modernidade e piora com o tempo, e que não havia isso antes, quando a moral era forte e as pessoas tinham honra.
Eu escuto com atenção, mas vejo que não é bem assim.
Exemplos na história mostram que corrupção foi algo sempre presente em nosso país, desde o princípio. A história dá voltas e voltas, os nomes e as datas mudam, mas há alguma essência nos humanos que não conseguimos mudar.
Minha madrinha crê que é são pessoas sem Deus que são corruptas assim, e quem realmente teme a Ele tem um comportamento voltado para o bem. (ela não inclui, nota-se, muitos pastores corruptos e "católicos por tabela")
Ao invés de ridicularizar a religião e a fé, como fazem muitos de meus colegas, a fé é uma das coisas que eu mais admiro;
É um porto seguro, um lugar onde a razão não é necessária. Você diz: "Eu acredito! ", e se apóia na fé quando está perto do desespero.
Enquanto isso, timidamente, eu e minha frágil razão tentamos encontrar a idéia de Bem, como Platão, ou o Ato Ético Voluntário, como Aristóteles, para encontrar um caminho mais justo em meio a tantos "amiguinhos" do ministro...
Mas antes de tudo, um passo de cada vez. Agora já está tarde, eu preciso de sono, e não posso nem tentar virar o mundo de cabeça para baixo se não conseguir sair da cama de manhã...
segunda-feira, maio 15, 2006
Violência nossa de cada dia.

Me lembro de quando meu cachorro morreu. Foi há menos de dois meses atrás, em um feriado, uma segunda-feira. Ele morreu novo, não tinha nem 4 anos ainda, e eu o amava muito... Passei o dia inteiro chorando, e ainda agora sinto sua falta.
Lembro de quando meu avô morreu, há 4 anos atrás.Chorei muito também (para o seu consolo, vovô, chorei mais do que para o cachorro), mesmo que soubesse que ele não estava mais doente, e que estava em paz, sua ausência ainda dói para mim.
As tsunamis gigantescas no ano passado e retrasado também estão em minha memória: Havia uma brasileira lá, se eu não me engano, que faleceu, e sua família enlutada apareceu até no "Fantástico".
Agora vejo, na minha frente, as notícias sobre a onda de violênica aqui no Brasil, feita "pelos brasileiros, para os brasileiros"...
E vejo que, no final das contas, estamos todos acostumados com isso.
Para quem não está acompanhando o caso, um breve resumo pode ser visto no Terra: http://noticias.terra.com.br/brasil/guerraurbana/interna/0,,OI1004769-EI7061,00.html
Agora, já sabendo o que está acontecendo, que reação podemos ter? Choque? Dor? Medo? Revolta? Desesperança com o nosso país?
Há um leque de possibilidades... Mas só uma delas eu condeno acima de tudo: A indiferença.
Ao que parece, estamos todos acostumados com as atrocidades que acontecem de quando em quando, algumas em notas breves no cantinho do jornal (ou do site de notícias), alguns que ouvimos falar, e outros que a mídia ignora, por serem comuns... A violência nossa de cada dia.
Não cabe a mim, uma simples jovem, resolver os problemas de violência do Brasil, afinal não tenho nenhuma influência ou poder que vão além de meu quarto, ou alguma voz que não este blog perdido em um recanto da vasta rede. Mas se ergo minha voz (ou meus dedos no teclado), é apenas para expressar meu espanto:
Por que estamos tão indiferentes?
É um fato que em um planeta com mais de 6 bilhões de habitantes, não podemos nos chocar ou entristecer para cada inocente que morre em manifestações violentas assim...
Mas por que tanta indiferença com o que acontece aqui, e tanto alarde quando um londrino morre vítima de um ataque terrorista?
O que aconteceu aqui, não é terrorismo também?
Será que o terrorismo dele é "melhor" do que o nosso, para muitos aqui no Brasil darem mais atenção para o que acontece lá fora do que para o que está acontecendo a menos de mil quilômetros de distância?
Chegamos ao ponto em que, de dia, as ruas de algumas cidades estão desertas, e correm boatos de toques de recolher às 8. Será que alguma coisa parecida aconteceria em alguma cidade do "norte desenvolvido" sem que houvesse um enorme alarde da imprensa?
Chegamos a uma patética situação, em que até as tragédias valem mais, dependendo do país...
Mas, afinal, vocês devem se perguntar: Por que falar do cachorro, e do avô, que morreram?
Bem, chegou a hora de pegar pesado.
Vejo aqui, diante de mim, uma estatística fria, realizada hoje, dia 15 de maio, às 14 horas e alguma coisa:
Ataques:
Número total: 180
Ataques a ônibus: 56
Ataques a bancos: 8
Mortos
Total de mortos: 81
Criminosos: 38
Policiais militares: 22
Policiais civis: 6
Guardas municipais: 3
Agentes penitenciários: 8
Cidadãos: 4
Feridos:
Total: 49
Policiais militares: 19
Policiais civis: 6
Guardas municipais: 8
Agentes penitenciários: 1
Cidadãos: 15
(Fonte: Terra)
O que para alguns são apenas números, para outros podem significar o mundo...
Famílias que perderam seus parentes, talvez alguns que fossem sustentados pela miséria que pagam aos policiais...
Mães que choram a morte de filhos, que talvez só estivessem no lugar errado, na hora errada...
Se muitos choram a morte de seus bichinhos de estimação, podemos passar reto diante de 81 vidas humanas perdidas?
Se nos revoltamos com uma morte por doença, não nos revoltamos com assassinatos?
Não estou dizendo que devemos todos ficar permanentemente de luto, já que a violência faz vítimas praticamente todos os dias no Brasil...
Só, por favor, não fiquem indiferentes.
Não deixem que todos fechem os olhos e ignorem o problema, como se nada tivesse acontecido: talvez seja de uma revolta como esta que se comecem a pensar em mudanças. Porém, se cair no esquecimento, a situação só será mostrada de novo quando houver uma catástrofe.
Estou sozinha aqui, ou alguém mais acha que a violência não pode ser considerada "normal"?
quinta-feira, maio 11, 2006
Voto Obrigatório, Chá e Pão Verde.

Com sopa de espinafre e um pão verde no estômago, uma xícara de chá fumegante no meu pensamento e minha querida e amada dissertação à minha frente, desta vez eu não deveria estar estudando: Eu deveria estar é dormindo. Para quem acorda às seis da manhã e vai passar o dia inteiro fora, dormir menos de 7 horas por dia não é muito recomendável. Mas como eu só consegui terminar a dissertação agora, alguns minutos a menos de sono não vão fazer lá grande diferença.
Em meu terceiro post já é possível fazer uma estatística: 2/3 de meu Blog está sendo dedicado a coisas relacionadas a escola, enquanto o 1/3 restante é uma introdução maluca.
Mas desta vez, pelo menos, não estou comentando sobre a própria escola, mas sim sobre "questões maiores", como o voto obrigatório...
...que, por acaso, é o tema de minha redação de Português.
Uma coisa engraçada é que, quando eu digo para alguém que estou fazendo um trabalho e peço opinião, muitos me olham como se eu fosse uma interesseira, que só está falando do assunto por causa da nota. Mas por acaso algum aluno está proibido de achar interessante a matéria que ele está estudando?
Espero que minha pobre dissertação não seja desconsiderada só porque foi escrita para a escola. - Afinal, a questão do voto obrigatório no Brasil É importante, e no texto não está só uma dissertação "que a professora pediu": Lá está a minha opinião, as minhas convicções, e algumas horas de trabalho dedicado, lendo artigos e fazendo inúmeros planos de texto. - E, pasmem: Se interessando por isso.
Então, senhoras e senhores, o "monstrinho" que ocupou minha tarde (além da dolorosa fisioterapia):
Voto Obrigatório no Brasil
Com a aproximação da época das eleições, a questão da obrigatoriedade do voto é novamente levantada e largamente discutida. Segundo o § 1º do art. 14 da Constituição Federal, o voto no Brasil é obrigatório para os maiores de 18 anos, ou seja, um direito político por excelência foi transformado em dever legal. Segundo a Datafolha, em 1998, 51,5% da população brasileira pensa que o voto deveria ser facultativo, idéia essa compartilhada por diversos políticos. Estariam eles certos? Para que o regime de governo brasileiro seja efetivamente democrático, qual forma de voto deveria ser adotada?
Um dos pontos positivos da obrigatoriedade do voto é a contabilização de uma grande quantidade de votos, fazendo ouvir a opinião de toda a população brasileira, mas os que defendem o voto facultativo alegam que a qualidade dos votos é imensamente inferior. Quando obrigado a votar, um cidadão desinteressado não procura se informar sobre os candidatos que escolhe, votando aleatoriamente ou irresponsavelmente, o que não aconteceria se o voto fosse facultativo, onde apenas os interessados votariam.
Por outro lado, não há divulgação de informação suficiente sobre os candidatos aos cargos do poder legislativo, seja pelo número grande de candidatos ou pela maior importância atribuída pelo povo e pela mídia aos cargos do poder executivo. Somente a informação leva ao voto consciente, seja o voto obrigatório ou facultativo. Na hipótese de uma mudança na Constituição, no sentido de tornar facultativo o voto, deverá haver uma reforma na propaganda eleitoral: Os políticos, além de convencerem os eleitores a votarem neles, terão também que convencê-los a ir às urnas, o que os obrigará a expor argumentos melhores. Além do mais, a “boca de urna” seria praticamente extinta, evitando gastos adicionais com propaganda.
Os defensores do voto obrigatório, porém, apontam que o exercício da cidadania é constituído não só de direitos, mas também de deveres. Como a democracia é o governo do povo, deve o cidadão escolher seus representantes, já que o poder está em suas mãos. O direito de votar é inerente ao regime democrático, tratando-se, por outro lado, de dever cívico, que deve partir da consciência do indivíduo. Segundo Renato Janine Ribeiro, em um artigo publicado no livro “Reforma Política e Cidadania”, o voto representa a “obrigação ética de participar da coisa pública”: há, portanto, um caráter moral e cívico no dever de votar. A obrigatoriedade pode prejudicar a qualidade do voto, por não necessariamente envolver a consciência do cidadão. O ideal seria que a representatividade do povo se desse de forma voluntária e consciente, e não por imposição.
Assim sendo, mesmo que em menor quantidade, os votos conscientes condizem muito mais com o regime democrático do que o voto obrigatório. Apenas com o voto facultativo, porém, a democracia efetiva no Brasil não pode ser alcançada, já que uma série de medidas, como a conscientização e a educação da população, seriam requisitos necessários para a escolha consciente de nossos governantes, independentemente de ser o voto facultativo ou obrigatório.
O que vocês acham?
Poderia enrolar mais um pouco com minhas bobagens, mas estou com tanto sono que não consigo falar nem mais coisa com coisa.
Beijos quase sonâmbulos.
quarta-feira, maio 10, 2006
Estudante, profissão em tempo integral.

Para falar a verdade, eu não deveria estar escrevendo aqui, e sim tentando resolver o exercício 80 da página 132 do livro de matemática, estudando sobre ácidos nucléicos e proteínas para a prova de Biologia (que, aliás, é amanhã), fazendo um esboço de argumentos a serem usados na próxima redação de Português e estudando algumas peças de Mozart para violino.
Então, me pergunto novamente, o que eu estou fazendo aqui?!?!
A princípio, eu poderia considerar que todas minhas tarefas do dia estão razoavelmente cumpridas: Já tive duas exaustivas horas de aula de violino hoje, fiz todos os outros exercícios de matemática que a professora passou de lição de casa, e estou ouvindo as geniais "músicas de biologia", que falam a matéria em música...
A princípio, isto não seria o suficiente?
Bem... não.
Se eu quiser mesmo tocar bem no concerto (que será em menos de um mês), eu PRECISO estudar mais violino...
Se eu quiser tirar uma nota boa em biologia, eu tenho que me certificar de que estou captando TODA a matéria que a professora passou...
Se eu quiser manter minhas notas em matemática, tenho que me esforçar para concluir todos os exercícios...
E, finalmente, se eu quero que meus argumentos da dissertação façam sentido, eu também preciso organizá-los em uma ordem coerente...
Talvez esse seja o meu problema: não admitir que alguma coisa seja feita de qualquer jeito. Não sei se sou só eu a afirmar isto, ou se há algum consenso universal quanto a isto, mas eu posso afirmar com clareza:
Estudante é uma profissão integral.
Desde quando somos arrancados da cama às seis da manhã até o momento em que terminamos os trabalhos e vamos dormir (o que costuma acontecer por volta de onze horas, meia noite), uma boa parte de nosso dia é dedicado aos estudos. Mas, na verdade, eu não estou reclamando: Estou apenas dizendo que não é fácil.
Estar no ensino médio, aliás, nunca foi fácil: As responsabilidades crescem, a pressão aumenta, e o "fantasma" do vestibular paira sobre todos. O tempo todo também nos falam sobre um tal de mundo: Que temos que nos virar nele, depois que terminarmos o colégio, escolher uma profissão (ou não), ser independente (ou não), enfim... Encontrarmos nosso lugar nesse tal de mundo.
Eu poderia gastar inúmeros parágrafos falando como a vida de estudante é difícil... Mas espere aí: A própria vida tende a ser difícil. Sem esforço, sem sacrifício, as coisas não acontecem. É quase uma lei física, como a lei da inércia: é preciso a atuação de alguma força para que haja movimento. E isto não se aplica somente à escola: Mesmo que você se revolte com a sociedade e viva isolado na floresta amazônica, a sua qualidade de vida vai depender muito do esforço que você emprega em construir uma moradia, caçar alimentos e fazer fogo. Basicamente, não há como escapar do esforço e do sacrifício, não importa aonde você vá.
Mas, se pensarmos bem, a escola pode até ser bem fácil: Você acorda na última hora, dorme durante as aulas que você acha menos importantes, cola nas provas, copia trabalhos e lições, e isso só quando é muito importante, e passa todas as tardes saíndo com os amigos e se divertindo. Com uma ou outra recupreação, e bastante sorte no Conselho de Classe, você passa de ano relativamente sem problemas, e não precisa se estressar tanto como aqueles idiotas que se matam de estudar...
Mas, além de você perceber que não aprendeu NADA depois que você sai da escola, você está simplesmente perdendo tempo.
Quer queira ou não, é preciso ir para a escola, e passar horas escutando o que os professores tem a dizer sobre sua matéria. Por que não escutar? Se colocam a porta diante de você, por que não le levantar, caminhar e abrí-la?
Afinal, você vai precisar fazer aquele trabalho, aquela prova, não importa se você vai se sair bem ou mal. Por que não se sair bem? Por que ficar se preocupando com média, recuperação de matéria e provas de recuperação, quando você pode simplesmente estudar quando precisa, e tirar notas acima da média?
Eu não sei se alguém se permitir a algumas horas de lazer a mais valem a pena, sendo que o dobro de horas que você passaria estudando para a prova serão gastos estudando para a recuperação...
Mas, enfim, não vou ficar esquentando a minha cabeça com o que os outros fazem, e sim esquentar a cabeça com uma caneca fumegante de chá de limão, um bom banho e um forró falando sobre proteínas ^^
Assim, um resumo de meu dia além das palavras:
Legenda: Ao fundo, meu quarto. Em primeiro plano, meu livro de matemática, uma partitura, o lindo e maravilhoso DNA que eu monte na última aula, um lápis e uma borracha mordida...
Me despeço então, "no balanço das proteínas..."
terça-feira, maio 09, 2006
"Afinal, por que essa guria incompetente não consegue começar nada sem uma enorme introdução?"
Eu também me pergunto isso todas as vezes que vou começar alguma coisa (até mesmo um caderno de notas qualquer). Até agora, já pensei em algumas opções:
1) Talvez, por que queira que alguém do futuro, ao ler minhas divagações, entenda o que está se passando.
2)Talvez eu queira esclarecer para mim mesma o que eu vou fazer com o caderno/blog/história/qualquer coisa parecida.
3) Talvez eu queira simplesmente me organizar, e sempre fazer algo com começo, meio e fim
3)Talvez eu seja completamente maluca e pense que estou me comunicando com o caderno/blog/história/qualquer coisa parecida, para avisá-lo de sua função.4) Talvez esta seja só uma de minhas muitas manias esquisitas...
E, pelo pouco que eu me conheço, posso afirmar que concordo mais com a última alternativa...
A esta altura, um eventual leitor já deve ter telefonado para o hospício para ver se podiam me internar agora mesmo, criar uma ONG para deletar da internet textos inúteis assim, ou simplesmente balançado a cabeça e fechado a janela em que isto estava aberto...
Mas, para os poucos corajosos que me acompanharam até aqui, vamos começar pelo começo:
Quem, ó raios, está escrevendo essas maluquices?
Muito prazer, eventual leitor: Meu nome é Luisa, tenho 15 anos, estou no primeiro ano do Ensino Médio, e posso dizer com segurança que sou uma pessoa estranha.
Eu não tenho três umbigos, um olho no meio da testa ou uma língua bifurcada, nenhum problema de saúde sério ou deficiência física, fora 3 graus de miopia e uma leve escoliose. Fisicamente, eu só pareço uma menina séria, com uma timidez confundida muitas vezes com arrogância, com cabelos mais compridos do que a maioria das pessoas.
O que diferencia e até chama a atenção são justamente as minhas atitudes:
Desde ser considerada uma "workaholic" juvenil por ter boas notas e me interessar pela matéria, até não gostar de shoppings e raramente assistir a TV, eu posso afirmar, com certeza, que quebro o estereótipo de "típica adolescente de classe média"
Então, depois de falar tanto de mim, já é possível concluir sobre o que eu vou escrever?
Com um título tão sugestivo, é de se pensar que eu venha discutir grandes questões filosóficas (ou melhor, monologar sobre grandes questões filosóficas, já que o diálogo aqui é entre mim e minha consciência, por enquanto), mas o meu objetivo é fazer uma espécie de caderno de anotações com pensamentos, acontecimentos cotidianos, reflexões e até mesmo coisas de escola: Uma espécie de espaço livre, onde a maluca aqui pode expressar o que se passa por sua mente conturbada...
Talvez até mesmo para sentir o gostinho de ser uma "colunista", escrevendo periodicamente (ou esporadicamente), tendo minha opinião considerada por quem quer que venha ler...
Só agora, depois de tanto escrever, é que eu começo a pensar se alguém REALMENTE vai ler este blog, ou se acabarei fazendo como inúmeras donas de fotolog, mandando mensagens por MSN para todos, só para pedirem comentários... Mas, no final das contas, seria muita pretensão minha pensar que alguém consideraria a opinião de uma simples garota que fala, digo, escreve sem parar.
Talvez por isso "filosofia de pé quebrado": os pensamentos estão ali, as idéias estão à sua disposição - mas sozinha, em meio a tantas opiniões, ela não consegue se locomover direito: Seja por falta de paciência para ler, seja pela imaturidade de meus pensamentos...
Afinal de contas, por que eu estou escrevendo isto?
Se não é um desabafo para um mundo que não se interessa em me ouvir, talvez algo para mim mesma - só para me assegurar que eu tenho um espaço aqui, para poder falar livremente, mesmo que ninguém me ouça.
E se ouvirem, justamente, é o que mais me interessa: Críticas não só sobre mim, mas sobre tudo. Qualquer coisa, qualquer assunto que se queira falar, eu me interessaria.
Ha, assim, estou parecendo uma política desesperada por votos... Ou uma maluca desesperada por comentários...
Bem, só o tempo dirá o que pode acontecer.
E, neste meio tempo, vou fazer minha lição de casa, que aliás, está atrasada...
Beijos aos pacientes leitores que chegaram até o final sem uma hemorragia cerebral...
